Absenteísmo e turnover: como reduzir?
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14 de fevereiro de 2020 | 8 min de leitura
Produtividade

Absenteísmo e turnover: como reduzir?

Absenteísmo e turnover são dois indicadores acompanhados de perto pela área de recursos humanos das empresas, pois ambos geram prejuízos para as organizações. Ao mesmo tempo que afetam questões financeiras, também têm impacto negativo na produtividade das equipes.

Quando tais indicadores atingem patamares muito altos, a imagem da empresa também sofre as consequências negativas. É comum, portanto, as pessoas se perguntarem as razões de ninguém ficar muito tempo naquele ambiente de trabalho.

Estratégias para redução do absenteísmo e turnover são essenciais para que o dia a dia de trabalho seja mais feliz, produtivo e positivo para todos os funcionários. Portanto, se a sua empresa está enfrentando esses problemas é preciso traçar um plano com ações inteligentes e de fato efetivas.

Confira, ao longo desse artigo, mais detalhes sobre as consequências do absenteísmo e turnover. Além disso, tenha acesso a estratégias para a redução desses dois índices!

Absenteísmo e turnover: entenda o significado de cada um

Acima de tudo é preciso começar tirando qualquer dúvida que ainda possa restar sobre o que se trata absenteísmo e turnover.

Antes de falarmos sobre estratégias, tenha clareza de que o absenteísmo está relacionado ao acúmulo de ausências no ambiente de trabalho, ou seja, faltas, atrasos ou saídas em horários antecipados.

É praticamente impossível uma empresa conseguir eliminar totalmente o absenteísmo, mas com certeza existem formas de diminuir bastante esse número. É preciso entender que além da vida profissional, as pessoas também têm vida pessoal, compromissos familiares e, portanto, podem necessitar se ausentar por questões de saúde ou outros motivos.

O problema se agrava quando o absenteísmo é excessivo, ou seja, quando as faltas e atrasos começam a atrapalhar a produtividade não apenas do profissional que se ausenta como de toda uma equipe.

Já o turnover é o índice relacionado à rotatividade de funcionários dentro de uma empresa, ou seja, é a média de trabalhadores que entram e saem de uma organização. Esse número indica o quão eficiente é a estratégia de atração e retenção de talentos daquela empresa, portanto, se o turnover estiver alto onde você trabalha significa que algo não vai bem.

Atrair e reter talentos é um dos maiores desafios que as empresas enfrentam, mas é importante ressaltar que existem alguns fatores sob o controle da organização e outros que fogem do controle.

Os fatores controláveis, como remuneração, benefícios, cultura, condições de trabalho, podem ser aprimorados por meio de estratégias que visam a diminuição do turnover. Por outro lado, fatores incontroláveis, como aumento de oportunidades no mercado, fogem do domínio da empresa.

Consequências do absenteísmo e turnover

Absenteísmo e turnover podem ter significados diferentes, mas possuem uma mesma causa raiz, afinal, quando os números de faltas e atrasos estão muito altos significa que algo não vai bem. Caso não seja controlado, a rotatividade de funcionários pode crescer.

Existem muitas causas que podem elevar os índices de absenteísmo e turnover, como por exemplo, a desmotivação com o ambiente de trabalho ou remuneração e benefícios pouco atrativos.

As consequências, por sua vez, são negativas para todos os lados, pois os funcionários ficam sobrecarregados e a empresa tem custos desnecessários. Isso quer dizer que quando um colaborador falta muito, se demite ou é demitido, quem fica sofre com a sobrecarga de trabalho. Além disso, os custos com rescisões e novas contratações são muito altos.

Para completar, a empresa que tem esses índices elevados não é bem vista no mercado de trabalho, pois ninguém quer estar em um lugar em que há alta rotatividade. Dessa forma, o clima organizacional e a imagem da empresa sofrem.

Como reduzir o absenteísmo e o turnouver? Conheça 8 estratégias!

Existem diversas formas de reduzir os índices de absenteísmo e turnover a fim de tornar a sua empresa mais atrativa e criar um ambiente saudável para todos os colaboradores.

Conheça algumas das estratégias que visam ajudar nesse processo!

1. Invista em qualidade de vida

Não é novidade que as pessoas buscam cada vez mais equilíbrio entre suas vidas pessoais e profissionais, portanto, jornadas de trabalho enormes afastam quem está em busca de mais qualidade de vida.

Investir no bem-estar dos colaboradores, porém, vai muito além de somente respeitar as horas de trabalho, pois também é preciso demonstrar para as pessoas que há uma preocupação genuína com a causa.

Uma pesquisa recente conduzida nos Estados Unidos, “Linking Workplace Best Practices and Organizational Financial Performance”, revelou dados importantes. Em suma, um dos números mais impactantes afirma que empresas que investem no bem-estar dos colaboradores são até 235% mais eficientes.

As organizações têm consciência de que, muitas vezes, problemas da vida pessoal podem afetar a produtividade no trabalho e, em casos mais graves, ocasionar no absenteísmo.

Uma pesquisa realizada pela PWC com 1600 colaboradores confirmou que 46% deles têm problemas ou desafios com as suas finanças e 12% afirmam que faltam no trabalho por conta de desequilíbrio nessa esfera de suas vidas.

Investir na qualidade de vida dos funcionários é investir na sua empresa, pois quando eles estão felizes e bem resolvidos com suas questões pessoais, consequentemente são mais produtivos. A dica é, além de proibir cargas de trabalho excessivas, permitir horários flexíveis e oferecer atividades que visam o bem-estar tanto com foco no corpo como na mente.

Que tal oferecer aulas de Yoga e meditação dentro do escritório? Além de ser uma forma de incentivar o equilíbrio entre corpo e mente, é uma pausa saudável na correria do dia a dia. Também garanta que haja algum espaço de descanso e lazer no escritório.

Por fim, a última dica é estruturar workshops sobre temas que possam ser relevantes para os colaboradores e ajudá-los em relação a questões que vão além das tarefas profissionais.

2. Incentive o diálogo

Muitas pessoas sentem que não há abertura para o diálogo dentro da empresa, de tal forma que esse pode ser um fator que eleva os índices de absenteísmo e turnover.

O diálogo é a base para feedbacks e a construção de melhorias no mundo corporativo. Portanto, os colaboradores precisam ter certeza de que não somente a área de recursos humanos, mas as suas lideranças também estão prontas para ouvir críticas e sugestões.

Ao incentivar um diálogo honesto e respeitoso, os funcionários se sentem mais à vontade para se posicionarem e resolverem questões de insatisfação. Como resultado, os números de faltas e a rotatividade podem cair.

Treine tanto a área de recursos humanos como as lideranças para que estejam preparadas para momentos de feedbacks, pois isso fará a diferença no momento em que os colaboradores forem decidir se irão ou não continuar naquela organização.

Um exemplo de ação voltada para esse objetivo é a pesquisa de clima organizacional, pois é um primeiro passo em direção à geração de conversas francas sobre pontos de melhoria da empresa.

3. Foque em desenvolver lideranças

Uma pesquisa conduzida pela Korn Ferry revelou que entre as duas principais causas de turnover nas empresas estão problemas com os líderes e falta de oportunidade no ambiente de trabalho.

O desenvolvimento das lideranças além das habilidades técnicas é essencial, pois é preciso preparar esses profissionais para estruturarem e conduzirem suas equipes. Uma das habilidades mais importantes nesse sentido é a inteligência emocional, que é relevante para enfrentar adversidades, criar bons relacionamentos com a equipe e ser capaz de lidar com as próprias emoções.

Uma liderança mal preparada é capaz de desmotivar funcionários de tal forma que acaba desencadeando no turnover. Líderes precisam ser autênticos, humanos, corajosos e humildes, capazes de criar boas relações no ambiente de trabalho e inspirar as pessoas. Só assim conseguirão atrair e reter bons talentos.

4. Trace um plano de atração e retenção de talentos

Os custos que contratações equivocadas causam são enormes. Estudos apontam que nos Estados Unidos as empresas perdem uma média de US$105 bilhões de dólares por ano por causa de contratações malsucedidas. Além disso, pessoas certas em funções erradas também saem caras, chegando a um custo de US$210 mil dólares por mês.

A fim de evitar desperdícios como esses e diminuir as taxas de absenteísmo e turnover, um dos grandes focos da área de recursos humanos deve ser traçar um plano de atração e retenção de talentos.

Uma contratação certeira traz mais garantias de que os profissionais da empresa permanecerão trabalhando lá por mais tempo, ao mesmo tempo que estão mais alinhados à cultura organizacional.

Como já comentamos, atrair e reter talentos é bastante desafiador, mas não é um trabalho exclusivamente da área de RH. O marketing, portanto, é a área que deve atuar em conjunto pensando em estratégias que trabalhem a imagem da empresa.

Com a finalidade de atingir os objetivos propostos, são várias as ações que precisam ser contempladas neste plano, entre elas: desenvolvimento de personas, criação de materiais de comunicação e estruturação de planos de benefícios atrativos.

5. Invista em uma cultura forte e saudável

Uma pesquisa da Harvard Business School apontou que empresas que investiram em uma cultura de gestão de performance dirigida para engajamento, retenção e rentabilidade, cresceram 756% durante um período de 11 meses. Por outro lado, aquelas que não investiram, cresceram somente 1% nesse mesmo tempo.

É muito importante que a empresa tenha uma cultura forte e inspiradora, capaz de engajar os funcionários, de tal forma que que eles se sintam parte tanto das metas como dos resultados. Dessa forma, você está trabalhando para que se crie uma comunidade de colaboradores que trabalham em prol de uma mesma causa e se sentem “no mesmo barco”.

Além disso, a cultura de uma empresa é o que irá determinar boa parte do perfil dos funcionários daquele ambiente de trabalho. Ter clareza da missão e valores organizacionais é essencial para que a área de recursos humanos seja capaz de realizar processos seletivos mais certeiros a fim de contratar pessoas com maior fit.

6. Mantenha os colaboradores motivados

Vale pesquisar e analisar o que de fato motiva os colaboradores da sua empresa, pois pode ser que você esteja oferecendo benefícios que não são tão atrativos assim para eles.

A única forma de descobrir o que mantém os trabalhadores motivados é perguntando a eles, ou seja, pesquisando. A pesquisa de clima organizacional, portanto, pode ser bem útil.

Muitas empresas oferecem bônus e comissões, mas vale pensar que talvez existam outros tipos de incentivos que sejam tão interessantes quanto esses, porém, mais criativos. Além disso, muitas vezes o reconhecimento não vem somente de promoções financeiras, mas sim de outras formas que podem manter aquele colaborador motivado em sua função.

Não menospreze atitudes simples: às vezes um “obrigado” pode ser muito mais eficaz do que qualquer outra coisa! Promover uma cultura de incentivo ao reconhecimento pode ser muito interessante para fazer com que as pessoas agradeçam mais pelos trabalhos bem executados.

7. Construa planos de carreira

Pode ser muito desmotivador para um funcionário trabalhar em um lugar em que ele não tem perspectivas de carreira e crescimento, portanto, estruturar um planejamento individual para cada colaborador é essencial.

É de responsabilidade da empresa proporcionar momentos de construção de planos de carreira para que o liderado, ao lado do seu gestor, foca em seu momento profissional, objetivos e futuros desafios.

E não basta apenas traçar um plano e ignorá-lo no dia a dia, pois assim não se chega a lugar nenhum. A fim de atingir os objetivos, as lideranças devem acompanhar o desenvolvimento dos membros da equipe e garantir que aquilo que foi planejado está sendo executado.

8. Ofereça um plano de benefícios diferenciado

Os benefícios corporativos podem tornar uma empresa muito ou pouco atrativa para um colaborador, então por que não se esforçar para que esse seja um diferencial da sua organização?

Vale-refeição, vale-transporte e plano de saúde são alguns dos benefícios dos quais nenhum funcionário quer abrir mão, mas a realidade já vai muito além disso. Assim sendo, empresas atentas às verdadeiras necessidades das pessoas estão se dando conta de que precisam investir em saúde mental.

Há anos a OMS vem alertando que até 2020 a depressão se tornaria a principal causa de afastamento do trabalho no mundo. Visto que o Brasil é o país da América Latina com mais casos da doença, não há dúvidas de que as empresas precisam se preocupar com essa questão.

Não só a depressão, mas outros distúrbios mentais estão muito presentes no dia a dia de trabalhadores brasileiros, fazendo com que se afastem ou, em casos piores, precisem se desligar dos seus empregos.

Investir em saúde mental na sua empresa é uma forma de prevenir e ajudar os colaboradores a terem acesso aos devidos tratamentos, visto que muitos acabam não fazendo terapia por conta dos custos elevados.

A terapia é uma das maneiras mais eficazes de tratar questões de saúde mental que podem impactar negativamente a produtividade dos seus funcionários, assim como os lucros da empresa.

Como oferecer a terapia como um benefício corporativo?

Para alcançar resultados efetivos na redução do absenteísmo e turnover é importante implementar várias estratégias complementares, pois uma ação isolada não irá diminuir os índices do dia para a noite.

Entre as estratégias que você deve considerar para o seu plano de ação, inclua o Vittude Corporate, um benefício corporativo que ajuda empresas a cuidarem da saúde mental dos seus colaboradores!

Nunca se falou tanto na importância da saúde mental dentro das empresas, portanto, se você quer se destacar no mercado precisa conhecer o Vittude Corporate.

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Por Bruna Cosenza

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