Como adaptar seu processo seletivo para retenção de talentos inovadores
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20 de fevereiro de 2020 | 8 min de leitura
Contratação

Como adaptar seu processo seletivo para retenção de talentos inovadores

A atração e retenção de talentos é um grande desafio, pois diante de um mercado tão competitivo, como fazer as pessoas optarem pela sua empresa?

Essa é uma pergunta capaz de tirar o sono da área de Recursos Humanos, mas com um bom planejamento de ações e uma estratégia redonda é possível ultrapassar os obstáculos.

Os processos seletivos, ou seja, a porta de entrada para a empresa, vêm sofrendo mudanças ao longo dos anos, transformando a atração e retenção de talentos para que se torne mais eficaz e certeira.

A primeira coisa que os profissionais de RH devem ter em mente é que o antigo modelo padrão de processo seletivo não é mais efetivo, é preciso ir além. Há a necessidade de se preocupar com a experiência do candidato durante todas as etapas, afinal, durante o processo seletivo ele também estará avaliando a empresa, não é mesmo?

Dessa forma, o processo seletivo se torna uma via de mão dupla, ou seja, é benéfico tanto para candidato quanto para empresa. É uma forma de a organização demonstrar quem ela é e o que valoriza a fim de convencer os melhores talentos que devem escolhê-la.

Ao mesmo tempo, é a maneira do candidato expor seus pontos fortes e conhecer diferentes oportunidades do mercado até encontrar aquela que se encaixa mais no seu perfil.

Retenção de talentos: tudo começa com uma boa contratação

A retenção de talentos nada mais é do que a capacidade de manter os profissionais trabalhando por mais tempo em uma empresa, assim evitando altos índices de turnover.

Para se ter uma ideia, um processo seletivo bem executado não favorece apenas a atração, mas também a retenção de talentos.

Por meio de estratégias eficazes e um uso de dados inteligente, as empresas conseguem fazer contratações mais certeiras e, dessa forma, trazem profissionais que ficarão a longo prazo na organização.

O que acontece é que, cada vez mais, as áreas de Recursos Humanos precisam estar atentas às mudanças de comportamentos das gerações, pois tanto os processos seletivos como o ambiente organizacional devem acompanhar tais transformações.

O processo seletivo será o primeiro contato mais profundo que um candidato terá com a empresa, portanto, é preciso cuidar para que a experiência proporcionada seja a melhor possível.

Enfim, vamos conferir algumas tendências dessa área e entender os benefícios para a atração e retenção de talentos da sua empresa!

1. Análises de dados consistentes

Um estudo da Forbes revelou que 69% das empresas americanas estão integrando dados para gerir seus talentos. Enquanto isso, nas pesquisas anteriores, esse número só chegava a 15%. Portanto, não há como negar que essa é uma tendência que deve se tornar o padrão do futuro.

Por muitos anos os recursos eram escassos, de tal forma que a gestão de talentos dentro das empresas era realizada de maneira pouco inteligente.

Não há mais com negar que uma análise eficaz de dados é essencial para que a sua organização seja capaz de atrair e reter bons talentos. Com os avanços tecnológicos, hoje temos acesso ao People Analytics, ou seja, a um processo de coleta, organização e análise de dados sobre os colaboradores.

E por que isso é importante? A partir do momento em que você tem análises consistentes sobre o comportamento de quem trabalha na sua empresa fica mais fácil identificar padrões, fazer análises relacionadas à produtividade, antecipar tendências. Dessa forma, é possível traçar estratégias muito mais certeiras, pois a base de tudo são dados reais.

Um processo que antes era caro e demorado, enfim se transforma e evolui a realidade de boa parte das empresas. O People Analytics se trata de coletar dados de diversas fontes, como redes sociais, reviews de usuários, metadata, entre outros.

Se você ainda está em dúvida, saiba que o estudo de Tendências Globais de Recrutamento 2018, realizado pelo LinkedIn, revelou que a maioria dos recrutadores já utilizam dados em seu trabalho. Além disso, 79% estão pelo menos “um pouco propensos” a utilizar dados nos próximos 2 anos.

2. Processos seletivos gamificados

Uma pesquisa realizada pela Glassdoor revelou que o processo seletivo do Brasil é um dos mais demorados do mundo, com uma média 39,6 dias. Esse é um ponto negativo, pois quanto mais tempo as contratações demoram a serem realizadas, mais os profissionais que estão sobrecarregados ficam desmotivados.

Para superar as lentas e tradicionais etapas, como testes online, dinâmicas e diversas entrevistas, muitas empresas já apostam na gamificação dos processos seletivos, pois assim driblam a exaustão dos candidatos.

A prática inovadora está relacionada à elaboração de testes criativos que são baseados na lógica de jogos. Visto que essa é uma maneira mais incomum de realizar um processo seletivo, diminuem-se as chances de tornar a jornada chata e cansativa para o candidato.

Trata-se de uma atividade dinâmica e desafiadora, que exige criatividade do jogador. Muitas habilidades podem ser analisadas nesse tipo de jogo, mas normalmente quatro principais competências são testadas: resiliência, trabalho em equipe, criatividade e raciocínio lógico.

Além disso, outro benefício da gamificação é a possibilidade de criar algo personalizado, que transmita os valores e a cultura da empresa e diferencie a organização em meio ao mercado.

Embora mais trabalhoso para o recrutador planejar e executar, os processos seletivos gamificados se tornam únicos e que criam uma experiência inovadora. Com certeza são comentados pelos candidatos que, mesmo não sendo contratados, ficam com uma boa imagem daquela empresa.

3. Processo seletivo às cegas

Não podemos negar que a retenção de talentos inovadores já foi muito prejudicada por causa de preconceitos enraizados em nossa sociedade.

Sabe o programa “The Voice”, no qual os jurados escolhem os cantores apenas pela voz, sem saberem que são fisicamente ou o que fazem da vida? O processo seletivo às cegas funciona da mesma forma, pois se trata de um modelo de recrutamento que desconsidera fatores como aparência, nome, idade e universidade cursada. O objetivo é levar em consideração apenas critérios que estejam associados às competências e vivências do candidato.

Essa é uma maneira de tornar o ambiente profissional mais diverso, afinal, quantas vezes o currículo de uma pessoa mais humilde que fez uma universidade pouco reconhecida já foi descartado logo na primeira etapa?

No processo seletivo às cegas as primeiras etapas são realizadas em uma plataforma online que omite os dados pessoais dos candidatos, portanto, nesse momento o que vale são as competências e habilidades. Enfim, apenas após esse primeiro filtro que ocorre o primeiro contato visual entre recrutador e candidato.

Infelizmente, erros como esse fazem com que grandes talentos sejam desperdiçados, mas o processo seletivo às cegas é uma das iniciativas que têm como objetivo ajudar a mudar esse cenário. Por mais que o número de empresas aderindo à prática esteja crescendo aos poucos, grandes nomes como a lew’lara/TBWA, Danone, Nubank, Votorantim Cimentos e GE já adotaram o método.

4. Inteligência artificial

A inteligência artificial também surge com o objetivo de tornar o dia a dia dos recrutadores mais fácil e aprimorar os processos seletivos para que sejam mais eficazes.

O número de processos enviesados diminui, uma vez que uma das maiores vantagens da inteligência artificial é a eliminação das opiniões pessoais e “achismos” do recrutador. Dessa forma, há uma democratização maior do processo seletivo, pois ele se baseia em dados e probabilidades.

Para completar, outro benefício é o fator tempo, pois essas ferramentas facilitam o dia a dia dos profissionais da área de recursos humanos, de tal forma que tarefas realizadas manualmente sejam finalizadas muito mais rapidamente.

Com a inteligência artificial, os candidatos também ficam mais satisfeitos com a experiência, pois a agilidade no processo como um todo faz com que seja menos cansativo e mais direto ao ponto.

Por fim, tais avanços também favorecem bastante a retenção de talentos, visto que a inteligência artificial é eficaz na contratação de pessoas com o perfil desejado, fit cultural elevado e competências necessárias para a posição a ser preenchida. Dessa forma, ao contratar pessoas mais alinhadas às necessidades, as chances de diminuir os índices de turnover são bem altas.

5. Hackatons

Outra forma inovar nos processos seletivos e contribuir para uma atração e retenção de talentos eficaz é por meio de hackatons.

O que são hackatons? São maratonas nos quais os candidatos precisam resolver problemas reais da empresa. Esses eventos costumam ser realizados para profissionais de tecnologia, mas vale ressaltar que não são úteis apenas para recrutamento e seleção. Além da seleção de talentos, podem ser também ótimas formas para desenvolver os funcionários da empresa.

Ao longo da maratona são analisados diversos pontos, entre eles: como os candidatos trabalham em equipe; proatividade; criatividade; trabalho sob pressão; organização e foco; raciocínio lógico; capacidade de gerir conflitos; perfil para liderança; qualidade do trabalho.

Os hacktons são uma maneira inovadora de contratação, pois é possível analisar os candidatos atuando em problemas reais, ou seja, você já vê na prática como agiriam no dia a dia de trabalho.

Além disso, é uma forma de trabalhar a imagem da empresa no mercado, pois um hackaton pode ajudar a tornar a empresa mais moderna e inovadora. Por fim, o hackaton também é super útil na retenção de talentos, visto que um processo seletivo como esse tem chances maiores de contratar profissionais com mais fit.

6. Inovações nas entrevistas

O estudo de Tendências Globais de Recrutamento 2018, realizado pelo LinkedIn trouxe revelações interessantes sobre entrevistas. Embora os modelos de entrevistas tradicionais sejam muito usados e considerados eficazes, ainda há o que melhorar no formato.

Confira as principais falhas das entrevistas tradicionais apontadas pela pesquisa: avaliar competências interpessoais do candidato (63%), compreender os pontos fracos do candidato (57%), parcialidade dos entrevistadores (42%).

Assim, para suprir necessidades que não são cobertas de maneira adequada pelas entrevistas estão surgindo novas ferramentas. Entre elas, podemos citar:

·     Avaliação das competências interpessoais online: avaliação de características como trabalho em equipe e curiosidade;

·     Dinâmicas de trabalho: empresas pagam candidatos para que executem trabalhos reais, o que permite observá-los na prática;

·     Reuniões em ambientes informais: um almoço ou café da tarde podem ajudar a revelar mais detalhes da personalidade do candidato, pois ele se sentem à vontade para compartilhar mais sobre si;

·     Avaliações com realidade virtual: empresas envolvem os candidatos em ambientes 3D simulados a fim de testar suas competências de maneira padronizada.

A pesquisa analisou as razões dessas novas ferramentas serem consideradas promissoras. Em suma, podemos citar que são consideradas maneiras de impedir que o candidato minta sobre suas competências e uma forma de ter acesso a uma imagem mais realista do candidato.

Por fim, para se ter uma ideia da importância de tudo isso, 56% é a média mundial de participantes que afirmam que as inovações em técnicas de entrevista são “muito” ou “extremamente” importante para o futuro das contratações.

Já deu para perceber que o processo seletivo está mudando, não é mesmo? Portanto, para conduzir uma ótima atração e retenção de talentos na sua empresa você não pode ignorar essas transformações.

Toda a tecnologia não deve substituir o olho no olho

Por mais que dados e inteligência artificial sejam o presente e o futuro do recrutamento, não podemos nunca nos esquecer de que o contato humano deve continuar existindo.

Afinal, uma máquina não será capaz de convencer um candidato sobre uma determinada proposta e nem criar um elo real com ele. Pare e pense em quantas vezes você não aceitou determinado trabalho por ter sentido uma conexão com o seu futuro gestor?

Os avanços tecnológicos devem ser utilizados de maneira inteligente, otimizando tempo e custos para que as pessoas possam se dedicar àquilo que realmente necessita de contato humano.

Entender as necessidades do candidato, ser capaz de persuadir e negociar e apresentar o cargo e todos os seus desafios continuam sendo tarefas que precisam ser conduzidas com olho no olho para que sejam bem sucedidas.

A atração e retenção de talentos passam pelos benefícios

Vale terminar o artigo ressaltando que além da necessidade de inovação nos formatos de processos seletivos, os benefícios corporativos também são essenciais para a atração e retenção de talentos.

Por isso, além de estruturar processos seletivos eficazes, não deixe de se preocupar com as verdadeiras necessidades dos seus funcionários, oferecendo aquilo que eles precisam.

Os benefícios corporativos irão diferenciar a sua empresa em um mercado competitivo, mas, além disso, são vantajosos tanto para a saúde do funcionário como para a lucratividade da empresa.

A fim de te ajudar nessa missão, o Vittude Corporate nasceu para que mais empresas invistam em saúde mental e ajudem os seus colaboradores a fazerem terapia!

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Por Bruna Cosenza

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